É sempre um prazer receber a sua visita aqui, onde falo sobre o que faço e do que aprendo sobre Educação, Cidadania, Política da Vida enfim.
Acreditando sempre na Participação das pessoas como forma de melhorar o mundo em que vivemos

Sandra Negrini

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Professor: um profissional ou um gestor de sonhos?



Professor: um profissional ou um gestor de sonhos?

ISAURA FRANCISCO DE OLIVIERA


O profissional denominado PROFESSOR é, naturalmente, de extrema
importância para o futuro de nossa sociedade. Sem entrar no mérito da valorização financeira e pensando no professor enquanto profissional da educação, seu valor tem sido reconhecido pela sociedade do conhecimento. Essa valoração tem instigado o professor a buscar padrões de capacitação docente no intuito de aperfeiçoar e valorizar  seu potencial e neste sentido começa a surgir um novo professor: o professor gestor.

Neste artigo não tenho a pretensão de discutir um pouco sobre o porquê deste novo professor, contextualizando sua formação a partir da sociedade atual e suas características como gestor da sala de aula e da escola.
Buscando conceitos, definimos o  professor como é o profissional do ensino.  O conceito mais comum encontrado em vários dicionários (Aurélio, Luft, Michaelis)   “Professor é aquele que professa ou ensina uma ciência, uma arte, uma técnica, uma disciplina”.
 Quanto ao conceito de gestor,  o que mais se aproxima de nosso entendimento é que o gestor é a pessoa responsável, dentro de uma organização, pela otimização do funcionamento das organizações através da tomada de decisões racionais e fundamentadas na recolha e tratamento de dados e informação relevante e, por essa via, contribui para o seu desenvolvimento e para a satisfação dos interesses de todos os seus colaboradores e proprietários e para a satisfação de necessidades da sociedade em geral ou de um grupo em particular, respeitando o ser humano como pessoa, sujeito.  
Neste sentido cabe-nos ainda  definir  a escola.  Esta pode ser aqui entendida como a “organização”,  como um conjunto de duas ou mais pessoas que realizam tarefas, seja em grupo, seja individualmente mas de forma coordenada e controlada, atuando num determinado contexto ou ambiente, com vista a atingir um objetivo pré-determinado através da ação eficaz de diversos meios e recursos disponíveis, liderados ou não por alguém com as funções de planejar, organizar, liderar e discutir posiveis ações para os inumeros problemas existentes no processo educacional.
Após estabelecidos os conceitos de professor, gestor e organização, e preciso compreender que a  organização escolar, composta por estes e outros sujeitos está inserida em uma sociedade.
Falando em sociedade, não se pode deixar de considerar que vivemos em um mundo de transformações, um mundo acelerado, com características diferentes da sociedade ou época em que me formei e que grande parte dos profissionais que hoje exercem a docência se formou. Como conseqüência, trabalhamos com valores, crenças, práticas didáticas bem diferentes das quais nos formamos. Assim, precisamos estar buscando e aprendendo continuamente.  Quando me formei, no final dos anos 80, o que era exigido do professor era que preparasse sua aula, pois um bom planejamento permitiria a aprendizagem. Em nossa formação de professores não fomos treinados para lidar com o planejamento de nossa própria carreira ou com a definição de metas e não temos, muitas vezes, os mais simples conceitos de administração, de custos, marketing, fidelização e captação de alunos.
Até pouco tempo para ser um bom professor bastava ter uma boa didática e conhecimento da sua matéria, dar a sua aula e pronto. O resto era responsabilidade da direção da escola ou da família do aluno.
Hoje é preciso muito mais: é preciso planejar, estudar, compreender como o aluno aprende, vencer o desafio da falta de motivação do aluno, gerenciar conflitos e ainda voltar aos bancos escolares como aluno. Assim, a corrida pela profissionalização tem sobrecarregado o professor de tal maneira (que muitas vezes me questiono se vale à pena) numa corrida sem volta. O resultado é cada vez mais uma sociedade exigente, onde se tornam   professores gestor dos conflitos alheios e vitimas de seus próprios conflitos: falta de tempo para o amor, para os filhos e para a vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sua opinião é Fundamental!

Criação