Todo mundo já ouviu (e provavelmente também já repetiu) a noção de que, para escrever bem, é preciso ler bem. O primeiro passo desse caminho é oral, e a gente ouve para aprender a falar: contam-nos histórias. No meio desse passo as letras são apresentadas pela leitura das histórias. É o contato visual com a palavra. Assim e aos pouquinhos, a gente entende e aprende que ler conecta a gente com o mundo e as nossas próprias emoções. Ler o que se escreveu é um exercício de busca de sentido e qualidade, porque ler também pode ajudar a ser gente melhor.
As crianças pequenas têm uma vontade doida de aprender a ler. Perguntam sem parar e brincam com as palavras como quem brinca com as peças de um quebra-cabeça. Os grandes leitores também. Segundo a educadora Maria Betânia Ferreira, pegar um livro e ler é o abre-te Sésamo. “Dá pra ler até pra quem ainda nem sabe falar. Lendo a gente está jogando sementes. Se vão germinar, e quando, e como, isso não nos cabe conhecer de antemão. O que se pode esperar é conseguir fazer um encontro e criar vínculos. Sem vínculos, nada acontece”, afirma ela.
Já o pesquisador especialista em leitura e escrita Luiz Percival Leme Britto acredita que se pode ler para o conhecimento, para a diversão ou para a partilha. “Podem-se muitas coisas com a literatura e isto é bom. Mas deve-se lembrar sempre que ela nos devolve, em qualquer tempo, de violência ou de paz, a indagação da vida em puro espanto, algo que experimentamos no parto e seguimos experimentamos enquanto nos reconhecermos como seres que transcendem a ordem exata na matéria”, diz ele.
Então, podemos afirmar que a leitura diária é, sim, uma necessidade para o letramento? No texto Por que ler para escrever?, de Maria Betânia Ferreira e Dora Carrase, disponibilizado em nossa Biblioteca Virtual, as autoras afirmam que é nos livros de literatura que as crianças e até os adultos vão captar e entender o sentido das expressões e frases da monótona vida realVia http://www.ecofuturo.org.br/









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